<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-798001037586768089</id><updated>2011-07-31T03:57:00.603-07:00</updated><title type='text'>Os Contos Fantásticos de Zecazar</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://zecazar.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/798001037586768089/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zecazar.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>ZCZBlogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_eJL2h-P2pvs/SbF9CmsU_CI/AAAAAAAAADc/8v7pZToB4ko/S220/FILE2512.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>2</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-798001037586768089.post-6791289893834295932</id><published>2009-03-18T15:41:00.000-07:00</published><updated>2009-03-20T06:07:31.584-07:00</updated><title type='text'>Sexta-feira 13</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Que dia mais interessante era aquele. Sexta-feira 13, cada homem e mulher na face da Terra estava repleto de excitação, fingindo sensações intrigantes, contando odiosas histórias de horror e compartilhando, de forma ritualística, seus medos reais uns com os outros. Era um dia mágico às avessas em que as pessoas costumavam celebrar com alegria, e embora seu tema fosse tão soturno, todos se encontravam em estado de ventura. Todos, menos Zecazar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o nosso pequeno herói antagônico da boa sorte, aquele era um dia de &lt;em&gt;super&lt;/em&gt; ventura! De fato, era mais especial para ele do que para qualquer outra pessoa de que se tenha notícia, pois deveria ser o dia da igualdade entre os homens, quando não apenas ele, mas todos os seres racionais existentes em um raio de sabe-se-lá-o-tamanho-da-Terra, estariam se deparando com a face da má sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que, no azar e na pobreza, a bem da verdade, não existe o dia da igualdade social, e quando aquela sacada do vizinho despencou terra abaixo, teria sido conveniente Zecazar prestar atenção à escala &lt;em&gt;richter &lt;/em&gt;imediatamente. O dia prometia ser sísmico, mas ele estava um tanto emocionado, naquela sexta-feira, para se dar conta disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passava pouco das oito da manhã quando ele acordou sobressaltado ouvindo os gritos apreensivos que invadiam o seu quarto escuro. Pareceu um passe de mágica: em menos de três segundos ele estava de pé, tinha um sorriso frouxo nos lábios e um par de olhos inchados que reviravam ao som do seu próprio sussurro malicioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Hoje é o &lt;em&gt;meu &lt;/em&gt;dia. – E, de fato, foi. Mais um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mal acabara de sair de dentro do pijama, já apanhava uma bela caneca de café fresquinho na cozinha enquanto fazia o seu caminho até o quintal para ver o que se passava pelas redondezas e vinha causando tanto rebuliço na vizinhança. Sua primeira suspeita fora de que algo realmente ruim teria acontecido e, pasmem, &lt;em&gt;“eu não fui o alvo!”&lt;/em&gt; – pensou. Assim, nem mesmo um gole descuidado da sua caneca conseguiu apagar aquele sorriso frouxo do seu rosto, enquanto a sua língua travava uma duelo perdido contra os seus dentes serrados, na esperança de escapar para o ar livre, gritar por socorro, apagar aquele fogo que se alastrava por todo o interior da sua boca... &lt;em&gt;“chamem o corpo de bombeiros”&lt;/em&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NÃO! Nada poderia macular aquele momento gracioso, aquele deleite de poder contemplar a derrocada de alguém que, Jesus-Senhor-Amado, não era ele mesmo, Zecazar! E aquelas lágrimas que lhe escorriam do rosto que não &lt;em&gt;ousassem &lt;/em&gt;dizer em voz alta o real motivo de sua aparição: elas seriam, dali em diante, de alegria. E ponto final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua emoção era tanta que por apenas um milésimo de segundo – não mais do que isso – uma sombra perpassou o semblante de Zecazar quando, cruzando o seu jardim, percebeu ter lama por todos os lados. Mas e daí um pé na lama? E daí uma língua queimada? E daí que aquela sacada tivesse tombado &lt;em&gt;“justamente para o lado do meu quintal?”&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Que sorte, hein, Zé?!. – se lamuriou um vizinho, lá de cima, recostado à porta que antes dava para a sacada da sua suíte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua expressão era de quem acabara de enterrar a própria mãe, e isso era a prova de que ele jamais seria capaz de compreender que o ocorrido não era tão mau assim. Quer dizer, sabe-se lá como aquela sacada não despencou diretamente em cima do seu carro do ano, lustroso e tamanho família e foi aterrissar a menos de cinqüenta centímetros do carro chevete 1992 de Zecazar. Uma ventania na hora da queda? Talvez a sacada tivesse ganho um par de asas e por isso mesmo havia se soltado da parede e voado uns três metros antes de perdê-las novamente e... &lt;em&gt;“que absurdo!”&lt;/em&gt; – pensou Zecazar – &lt;em&gt;“provavelmente é esse dia da igualdade entre os homens que nem...”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– NÃO! – protestou. – Hoje é o &lt;em&gt;meu &lt;/em&gt;dia! – insistiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que ele acreditaria na versão da sacada alada, &lt;em&gt;por quê não?&lt;/em&gt; Afinal de contas, &lt;em&gt;era &lt;/em&gt;o dia da igualdade e &lt;em&gt;tudo &lt;/em&gt;seria possível. Por menos de cinqüenta impossíveis centímetros o seu velho chevete não havia escapado da morte? &lt;em&gt;Então!&lt;/em&gt; Enquanto seu vizinho dramático perdera uma elegante – e maternal – sacada, seu único prejuízo apresentara-se como um cano rompido e um pequeno vazamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, talvez, depois de uma segunda olhada, toda aquela água em seu jardim significasse &lt;em&gt;um pouco mais &lt;/em&gt;do que um pequeno vazamento se alastrando; mas, &lt;em&gt;pela madrugada&lt;/em&gt;, o seu chevete 1992 escapara intacto! Aquilo era um grande sinal, era mais do que apenas estar dividindo seu azar com o resto da humanidade, aquilo era quase...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Que sorte, hein, vizinho?! – Zecazar exclamou para o outro com aquele sorriso quase inabalado e certo de que o seu dia estava começando dentro das expectativas. – Não se preocupe, está tudo certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Errado. Quando deu meia-volta para entrar em casa, aquela velha sombra retornou ao seu semblante e, desta vez, não fez questão de abandoná-lo em apenas um milésimo de segundo. Na verdade, agora ela estava gostando da nova morada e instalou-se por ali tanto tempo quanto foi preciso para Zecazar ver toda aquela água se transformando no seu dilúvio particular, escorrendo para dentro da sua casa, invadindo cada cômodo e atacando cada pertence que encontrava pela frente com uma velocidade felina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espantado com a disposição cruel que aquela água tinha de treinar para os cem metros rasos sem barreiras dos próximos jogos olímpicos – dentro da &lt;em&gt;sua &lt;/em&gt;casa – Zecazar encontrava-se em uma espécie de “transe paralisante” que, aos poucos, começava a dispersar à medida em que um som angustiante ganhava volume em seus ouvidos. Gegê, empregada e única visita constante naquela casa, corria por todos os lados tentando salvar o que lhe fosse possível. Aos olhos aterrorizados do proprietário, ela era a imagem da Louca da Lagoa do Tapeba, piorando a situação com aquela dança e ladainha da chuva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não era hora de vacilar, algo precisava ser feito com urgência; e, assim, Zecazar tomou rapidamente a decisão que julgou mais sensata para o momento. Correndo para dentro de casa, enfrentou incríveis vinte centímetros de uma água &lt;em&gt;“pilantra, invasora, enviada do MST... eles não me enganam, não!”&lt;/em&gt;; a sensatez parecia estar abandonando aquela cabeça, o que, de fato, ficou comprovado no segundo seguinte. Forçando a porta do seu quarto, Zecazar correu na direção de uma pequena mesa de leitura, sobre a qual havia poucos objetos, e abriu nela duas gavetas. Não domorou a encontrar o que estava procurando: &lt;em&gt;um calendário!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Hoje é ou não é o &lt;em&gt;meu&lt;/em&gt; dia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava dialogando com o seu calendário da mesma forma como a bruxa malvada da Branca de Neve costumava dialogar com o seu espelho mágico. Porém, diferente do conto de fadas, a resposta muda do seu calendário não foi nada satisfatória. Sim, era sexta-feira 13, e a sensação naquele momento era de que realmente fosse, por que aquele número começou a dar-lhe punhaladas e punhaladas como se tanto Zecazar quanto o seu calendário fizessem parte de um filme de terror bizarro. As punhaladas eram tão ferozes que o sangue que escorria do seu corpo já lhe cobria os pés quase até os joelhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, de repente, tudo era água; não havia mais sangue nem punhal. A Louca da Lagoa continuava por todos os lados e os seus gritos, certamente, seriam ouvidos por toda a eternidade. O bom senso começava a trabalhar novamente naquele corpo, arrancando dali o encosto da estupidez e matando-o de forma tão conveniente que passou longe de ser criativa: afogamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Não havia mais tempo à perder, mesmo que o orgulho estivesse ferido, e Zecazar sabia admitir que antes tarde do que nunca. Agora, sim, era hora de chamar o corpo de bombeiros – sua língua, ainda em chamas, vibrou.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/798001037586768089-6791289893834295932?l=zecazar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zecazar.blogspot.com/feeds/6791289893834295932/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://zecazar.blogspot.com/2009/03/sexta-feira-13.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/798001037586768089/posts/default/6791289893834295932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/798001037586768089/posts/default/6791289893834295932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zecazar.blogspot.com/2009/03/sexta-feira-13.html' title='Sexta-feira 13'/><author><name>ZCZBlogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_eJL2h-P2pvs/SbF9CmsU_CI/AAAAAAAAADc/8v7pZToB4ko/S220/FILE2512.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-798001037586768089.post-2186835571790292111</id><published>2009-03-06T17:00:00.000-08:00</published><updated>2011-03-15T11:28:32.020-07:00</updated><title type='text'>Prefácio</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Zecazar é um cara assim, simples, que conta com o pouco que a vida lhe proporciona. Pouco dinheiro, poucos amigos, poucas mulheres... porém, muitas aventuras. Ah, &lt;em&gt;muitas&lt;/em&gt; aventuras!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é simplesmente fantástico quando os acontecimentos têm tudo para dar errado e, no fim das contas, eles realmente vão por água abaixo? &lt;em&gt;Fantástico&lt;/em&gt;, claro! A expectativa da boa sorte pode ser vista por todos os lados: em filmes e novelas, em contos, livros, na vida real e, ora!... nem mesmo nas piadas as coisas acabam sempre tão mal. Por isso que, por pior que seja a situação, o clichê é inevitável: “a esperança é a última que morre”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, esqueçam tudo isso sobre sorte e esperança e sejam bem-vindos ao mundo deste humilde cavalheiro, onde reinam Murphy no céu e qualquer surpresa ruim na Terra; onde a ferradura é acessório para cavalo, o trevo tem apenas três folhas e o pé de coelho é nada mais, nada menos do que o pé do coelho (obviamente); onde a sexta-feira 13 é o dia da igualdade entre os homens; onde a sorte é um faz-de-conta e o azar é a força que lhe dá movimento - &lt;em&gt;muito &lt;/em&gt;movimento!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste mundinho particular de Zecazar, aliás, o velório da esperança já aconteceu há, vejamos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Vejamos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/798001037586768089-2186835571790292111?l=zecazar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zecazar.blogspot.com/feeds/2186835571790292111/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://zecazar.blogspot.com/2009/03/i-n-t-r-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/798001037586768089/posts/default/2186835571790292111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/798001037586768089/posts/default/2186835571790292111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zecazar.blogspot.com/2009/03/i-n-t-r-o.html' title='Prefácio'/><author><name>ZCZBlogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_eJL2h-P2pvs/SbF9CmsU_CI/AAAAAAAAADc/8v7pZToB4ko/S220/FILE2512.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
